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A baunilha é uma vagem proveniente de uma orquídea que cresce até 23 graus acima e abaixo da faixa do Equador. Julga-se que a baunilha surgiu em Papantla (perto de Vera Cruz, no México). Papantla é conhecida como "a cidade que perfumou o mundo". Os índios Totonac, do México, foram os primeiros fãs. Chamavam-lhe 'Tlilxochitl' (tente pedir isto numa loja!).
A baunilha foi trazida para a Europa em 1520 pelos exploradores espanhóis. Isabel I ficou a conhecer este exótico sabor através do seu farmacêutico e achou-o tão irresistível que, subsequentemente, exigiu que fosse usado em muitas das suas refeições.
Na natureza, a orquídea que dá a baunilha é polinizada por criaturas nativas do México como as abelhas Melipona e os beija-flores. Noutros locais, os produtores têm de polinizar as plantas à mão, uma a uma, um processo inventado por um escravo chamado Edmond Albius em 1841.
O intervalo de tempo entre a plantação e o consumo é, normalmente, de 4,5 anos, e as plantas podem alcançar uns impressionantes 20 metros de comprimento. Muitas vezes apelidadas de "ouro negro", algumas vagens de Madagáscar possuem uma espécie de tatuagem que identifica o produtor e evita o roubo.
Hoje em dia a maior parte da baunilha produzida no mundo é da variedade conhecida como baunilha "Madagáscar-Bourbon", produzida numa pequena região de Madagáscar e na Indonésia. A baunilha é a segunda especiaria mais cara, a seguir ao açafrão, devido à mão-de-obra necessária na produção das vagens. Apesar do custo, é muito apreciada pelo seu flavor, que o autor Frederic Rosengarten, Jr. descreveu em The Book of Spices como "puro, apimentado, e delicado" e pelo seu aroma flroal complexo descrito com um "bouquet peculiar". É usada na em bolos e sobremesas, perfumes, e na aromaterapia.